Jornal dos EUA coloca Zico entre os maiores gênios sem Copa do Mundo 

Jornal americano exalta Zico e coloca ídolo do Flamengo entre gigantes sem Copa. (Imagem: Reprodução)

Nem sempre uma Copa do Mundo define a grandeza de um craque. Em alguns casos, o peso da história, o brilho dentro de campo e a marca deixada no futebol falam mais alto do que a ausência de um troféu. É justamente por isso que Zico, maior ídolo da história do Flamengo, voltou ao centro do debate internacional. Em meio à disputa da Copa do Mundo de 2026, o jornal americano The Athletic colocou o eterno camisa 10 em uma lista dos maiores jogadores de todos os tempos que nunca conquistaram o Mundial de seleções.

A lembrança reforça o tamanho de Zico no cenário global, porque o ex-meia não é reverenciado apenas pela trajetória no Flamengo, mas também pelo legado técnico que construiu com a camisa da Seleção Brasileira. Sendo assim, a publicação reacende uma discussão que sempre mobiliza torcedores: por que um dos jogadores mais talentosos da história não conseguiu levantar a taça mais cobiçada do futebol?

Quando a Copa não apaga a genialidade

Ao justificar a presença de Zico na lista, o jornal americano exaltou a qualidade do ex-jogador com palavras de forte impacto.

“Um meia-atacante verdadeiramente completo, capaz de dribles desconcertantes, passes precisos e gols na mesma medida que atacantes de elite. A seleção brasileira de 1982, junto com a holandesa de 1974, é uma das mais célebres entre as que nunca conquistaram o torneio. E Zico era o seu principal jogador”, destacou o veículo.

Além disso, o texto também relembra atuações marcantes do Galinho em Copas do Mundo. “Ele era um cobrador de faltas brilhante e balançou as redes contra a Escócia com uma cobrança de falta magnífica. Depois, marcou duas vezes contra a Nova Zelândia, incluindo um gol de bicicleta inusitado. Mas esses eram jogos fáceis, e Zico guardou sua melhor atuação para o confronto contra a Argentina; Zico contra Diego Maradona”, completou o jornal.

Os números de Zico nas Copas do Mundo

Zico disputou três edições de Copa do Mundo com a Seleção Brasileira. A primeira foi em 1978, na Argentina, quando participou de seis partidas e marcou um gol. Já em 1982, viveu o auge técnico com a Amarelinha e assumiu o protagonismo de uma geração que encantou o mundo, mas não conquistou o título. Foram cinco jogos, quatro gols e quatro assistências.

Por fim, o ídolo rubro-negro esteve também no Mundial de 1986, no México. Dessa maneira, encerrou a trajetória em Copas com três partidas e uma assistência, isso porque ficou fora dos dois primeiros compromissos por causa de uma lesão no joelho esquerdo. Com isso, fechou a carreira em Mundiais com 14 jogos, cinco gols e cinco assistências.

O legado que resiste ao tempo

Vale destacar que o reconhecimento internacional reforça a dimensão de Zico para além dos títulos. Cabe ressaltar que o ex-camisa 10 se transformou em símbolo de um futebol admirado até hoje, por isso segue sendo lembrado entre os maiores. Desse jeito, mesmo sem uma Copa do Mundo no currículo, o eterno ídolo do Flamengo continua ocupando lugar de elite na memória do esporte.

Enquanto isso, a Seleção Brasileira segue a caminhada em busca do hexa. O próximo compromisso será neste domingo (05), contra a Noruega, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Portanto, em meio ao presente do Brasil, o nome de Zico volta a ganhar força como referência de talento, protagonismo e grandeza histórica.

Leandro Cardoso é o editor-chefe do Ligados no Fla. Com uma paixão inabalável pelo futebol, Leandro lidera uma equipe de profissionais dedicados a trazer as informações mais precisas e relevantes sobre o mundo do futebol.